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Shell vive primeira greve na Holanda em mais de 25 anos

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Shell vive primeira greve na Holanda em mais de 25 anos

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A paralisação na Shell está a afectar a gigantesca refinaria de Pernis, em Roterdão. É a maior instalação do tipo na Europa, com uma produção diária de mais de 400 mil barris.

A greve foi decretada pelos sindicatos na segunda-feira, depois de não terem conseguido chegar a acordo no que toca à idade das reformas e às contribuições.

Diz um sindicalista, “a greve vai ter um efeito no preço do combustível. Isto aplica-se a todos os sectores da economia”.

A refinaria tem 600 empregados. Por enquanto, os sindicatos não querem avançar um número exacto de aderentes à greve. A produção não foi paralisada por completo, por razões de segurança.

Os trabalhadores protestam contra o facto de terem de pagar uma parte da contribuição para a reforma. Rein Willems, presidente da filial holandesa da Shell, diz que “o sistema é assim em todo o país, menos na Shell, o que vai ter de mudar, por se estar a viver temops difíceis”.

Foi em 1979 a última greve da Shell em território holandês. Desta vez, as consequências são imprevisíveis. Por enquanto, ainda não há um efeito visível na oferta de combustível do grupo.

Uma outra unidade, a fábrica petroquímica de Moerdijk, está também a ser afectada pela paralisação.