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Síria não gostou da resolução da ONU sobre a morte de Rafic Hariri

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Síria não gostou da resolução da ONU sobre a morte de Rafic Hariri

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Desde que foi conhecido o conteúdo da resolução 1636 do Conselho de Segurança da ONU, que instiga a Síria a colaborar nas investigações à morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, surgiram reacções na Síria e no Líbano.

Em Damasco, centenas de pessoas concentraram-se junto da embaixada dos Estados Unidos, em protesto pela resolução da ONU, baseada no relatório que acusa a Síria de envolvimento directo. Os jornais sírios garantem, esta manhã, que a Síria vai cooperar. Em Beirute também este é o assunto do dia e as opiniões estão divididas: Um cidadão libanês defende que “a resolução do Conselho de Segurança é muito boa para pressionar a Síria, mas o importante é concluir a investigação, saber a verdade”. Para outro “o Conselho de Segurança está comprometido com os interesses americanos e israelitas e alguém que está comprometido não pode ser um bom juiz”. A resolução adoptada por unanimidade pelo Conselho de Segurança estende o mandado da Comissão de Inquérito até ao dia 15 de Dezembro. A Síria sempre negou qualquer envolvimento neste caso, mas o relatório da Comissão de Inquérito acusa directamente os serviços secretos sírios de participação e aponta o dedo ao irmão e cunhado do presidente Bachar al-Assad. A ONU pede colaboração total de Damasco na detenção de todos os suspeitos.