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França: Governo procura solução para a violência nos subúrbios de Paris

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França: Governo procura solução para a violência nos subúrbios de Paris

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Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro, Dominique de Villepin, deixaram, por algumas horas, as rivalidades políticas de parte para discutirem a violência das últimas noites nos subúrbios de Paris, depois de Jacques Chirac se ter pronunciado pela primeira vez sobre o assunto.

O chefe de Estado apelou à calma e ao diálogo após a sexta noite consecutiva de confrontos que transformaram os arredores de Paris num cenário de guerra. Perante a Assembleia Nacional, Villepin garantiu que o executivo “está unido na tarefa de restabelecer imediatamente a ordem pública” nos subúrbios da capital francesa. Detenções, incêndios e cenas de violência multiplicam-se desde que, na quinta-feira passada, dois adolescentes morreram electrocutados quando fugiam da polícia em circunstâncias ainda por esclarecer. Só na última noite, 250 viaturas foram incendiadas na região de Paris e apolícia procedeu a mais de 30 interpelações. Sarkozy incendiou os ânimos quando declarou, há uma semana, que ia libertar a população daquele género de “escumalha”. Os jovens dos subúrbios da capital afirmam que não se pode “atiçar” desta forma as pessoas porque os bairros “são solidários” e avisam que os problemas vão continuar. Outros, atrás do anonimato, pedem as “armas”, os instrumentos para acabar com a violência: “trabalho, diálogo” e meios para “se poderem exprimir”. Clichy-sous-Bois é o epicentro da revolta nos bairros pobres nos arredores de Paris. A polícia mantém uma presença musculada na zona, mas está longe de conseguir restabelecer a ordem pública.