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CIA detém e interroga prisioneiros clandestinos fora dos EUA

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CIA detém e interroga prisioneiros clandestinos fora dos EUA

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O governo americano espalhou prisões secretas por pelos menos oito países, entre os quais alguns Estados da Europa de Leste. É a CIA quem as dirige e é nelas que têm sido detidos e interrogados os mais altos membros da al-Qaida desde os atentados de 11 de Setembro.

A revelação é do jornal Washington Post. O analista militar membro do Observatório para os Direitos Humanos, Marc Garlasco, diz que não ficou surpreendido com esta história. “Detectámos muitos destes centros de detenção pelos seus planos de voo. Eles trazem os prisioneiros do Afeganistão para vários pontos do mundo”, afirmou.A Casa Branca ficou queda e muda face à notícia, e nem o ministério da Justiça nem o departamento de Estado ou a CIA reagiram. Segundo o jornal, a CIA já terá introduzido nesta rede de prisões mais de cem pessoas, cerca de três dezenas são figuras importantes do terrorismo. O objectivo destes chamados “sítios negros” é contornar a legislação americana de 1981 que proíbe a CIA de desenvolver operações de buscas ou de detenção de pessoas, uma responsabilidade do FBI. O Washington Post revela que este sistema é conhecido por um número limitado de altos responsáveis americanos e pelo presidente Bush.