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Governo francês mostra-se firme face ao desafio dos jovens dos subúrbios

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Governo francês mostra-se firme face ao desafio dos jovens dos subúrbios

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Perante a escalada da violência nos bairros dos subúrbios de Paris, o governo francês mudou de estratégia mas acentua a firmeza na luta contra a delinquência.

Os dados são supreendentes: desde quinta-feira da semana passada 270 viaturas foram queimadas em quatro departamentos à volta da capital francesa, duas escolas foram incendiadas, assim com dois concessionários automóveis, uma esquadra de polícia, uma estação de comboio, um autocarro. 135 pessoas foram detidas, 98 das quais estão em prisão preventiva. O relatório da polícia da noite passada revela que foram usadas balas reais contra os agentes. 1300 agentes da polícia, 300 elementos das forças regionais e dois esquadrões de guardas republicanos têm tentado manter a ordem nas 20 comunas afectadas pela violência. Nestes bairros respira-se insegurança. O ministério português dos Negócios Estrangeiros ofereceu protecção a todos os portugueses que vivem nos arredores de Paris e que se sintam ameaçados. Uma cidadã francesa diz que “o problema é a miséria, a precaridade, quando não há diálogo e comunicação com os poderes públicos, as pessoas sentem-se perdidas postas de lado e isso provoca o que aconteceu ontem”. Reforçado pelo apoio público do primeiro-ministro, agora que os ministros do governo de Paris resolveram enterrar o machado de guerra político e canalisar as energias para a resolução da crise, Sarkozy disse no parlamento: “No dia em que percebermos que queimar o carro dos nosso vizinhos é grave, que é inadmissível e que tem que ser punido, garanto-vos que haverá menos carros queimados. Isto é a realidade”. Mas o ministro não consegue acalmar os ânimos que exaltou. Alguns analistas pensam que a violência só terminará quando o ministro se demitir. Num esforço mais para priveligiar o diálogo, o presidente da Câmara de Clichy-sous-Bois visitou hoje a Mesquita de Montfermeil, onde foi falar com os líderes muçulmanos.