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Governo francês reage e tenta trazer calma aos bairros dos arredores de Paris

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Governo francês reage e tenta trazer calma aos bairros dos arredores de Paris

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As autoridades francesas parecem incapazes de pôr fim à violência que nas últimas sete noites pôs os arredores de Paris a ferro e fogo. Em nove localidades, a noite trouxe novos confrontos entre jovens e polícia. Houve novas detenções, novos incêndios de carros, ataques com bombas incendiárias a duas escolas, uma esquadra, um concessionário automóvel e um centro comercial.

Vários jovens dizem que a violência vai continuar até à demissão do ministro do Interior que, numa visita a Clichy-sous-bois, os tratou de “escumalha”. Um dos jovens diz que Nicolas Sarkozy “é um provocador que pensa que é esperto, mas não o é”. Apesar das conhecidas rivalidades mas sob pressão do presidente Chirac, o primeiro-ministro e o ministro do Interior decidem mostrar-se unidos para tentar controlar a situação. O chefe do governo, Dominique de Villepin, garante que o executivo está determinado a restabelecer a ordem, difícil tarefa atribuída a Nicolas Sarkozy. O governo é, sobretudo, criticado pelo tempo que levou a agir. Agora procura trazer a calma e encontrar um solução que permita reforçar a lei e a ordem e ao mesmo tempo compreender os problemas de bairros, habitados na maioria por imigrantes e pobres e onde domina o desespero, o sentimento de abandono e de injustiça.