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Washington não comenta a existência de "prisões secretas"

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Washington não comenta a existência de "prisões secretas"

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Os Estados Unidos têm uma série de prisões secretas espalhadas pelo mundo e geridas pela CIA. A história não é nova, mas é agora reafirmada pelo Washington Post, que só revela o nome de dois dos oitos países onde alegadamente estes centros de detenção existem. O jornal avança que alguns destes locais estão na Europa de Leste.

A União Europeia já reagiu. Para o porta-voz do comissário da Justiça, a existência de tais prisões seria incompatível com os valores fundamentais de defesa dos direitos do homem, que os 25 países da União Europeia assinaram. É a resposta à denúncia da organização de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, que afirmou estar “praticamente certa” que estas prisões existem na Polónia, membro da UE, e na Roménia, que tem adesão prevista em 2007. Os dois países já negaram a existência no seu território de qualquer centro de detenção de terroristas gerido pela CIA. O mesmo fez a Tailândia, um dos países referenciados no artigo do Washington Post, ao lado do Afeganistão. O Comité Internacional da Cruz Vermelha também já reagiu, afirmando-se “preocupado com o destino de um certo número de pessoas detidas em locais desconhecidos”. A organização já requereu o “acesso a todas essas pessoas detidas no quadro da chamada guerra global ao terror”. Washington não se pronuncia sobre o assunto. O objectivo destas prisões, tal como a de Guantanamo, é o de contornar a legislação norte-americana que não permite a detenção de pessoas no seu território sem culpa formada e sem acesso a apoio jurídico.