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Alberto Fujimori detido no Chile, a caminho das presidenciais peruanas

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Alberto Fujimori detido no Chile, a caminho das presidenciais peruanas

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As autoridades peruanas reclamam a extradição do antigo presidente Alberto Fujimori, detido esta noite por agentes da Interpol depois de aterrar em Santiago do Chile.

O antigo chefe de estado encontrava-se exilado no Japão desde 2000, foragido da justiça peruana e das 21 acusações de crimes relativos a homicídio, desvio de fundos públicos, falsificação de documentos e sequestro. O seu regresso à América Latina ocorre num momento em que o político prepara a candidatura às presidenciais de 2006, mesmo que esteja impedido de exercer actividade política até 2010. Cinco mil apoiantes do antigo presidente encontravam-se concentrados em Lima para celebrar o regresso do político conhecido como “o chinês”, para liderar a campanha do partido denominado “sim cumpre”. Uma manifestação abalada pela detenção de Fujimori que, numa mensagem vídeo difundida durante a concentração, anunciou que pretende permanecer temporariamente no Chile antes de regressar ao Peru para participar nas presidenciais. Os advogados do antigo presidente calculam que dentro de seis meses Fujimori poderá estar de regresso ao Peru, a tempo das eleições, uma vez que o mandado de captura internacional de que é alvo não é válido no Chile. As autoridades peruanas consideram o regresso do político procurado pela justiça, como uma provocação e um desafio ao estado de direito.