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Carros queimados e polícias atacados também na Bélgica e na Alemanha

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Carros queimados e polícias atacados também na Bélgica e na Alemanha

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A revolta dos subúrbios em França ameaça propagar-se ao longo dos bairros pobres da Europa, igualmente marcados por uma profunda fractura social. Na Alemanha, pelo menos onze carros foram incendiados em bairros operários de Berlim e Bremen, assim como uma escola abandonada. As autoridades minimizam o efeito de contágio da revolta, sublinhando a inexistência no país de cidades de habitação social com a mesma dimensão que emFrança.

Na Bélgica onde o conceito de bairro social não existe, cinco carros foram incendiados nos arredores da estação central de Bruxelas, nas imediações de dois bairros sensíveis onde em 91 e 97 se tinham registado violentos confrontos entre polícias e grupos de imigrantes. Jacques Simonet, responsável da polícia de Bruxelas, afirma que, “não se deve dramatizar a situação, mas que também não se deve minimizá-la”. Mas está de acordo para afirmar que, “há um fenómeno de contágio evidente, quando se ateia fogo em carros e se entra em confronto com a polícia”. Em Itália não se registaram quaisquer confrontos, mas Romano Prodi, candidato de esquerda às legislativas, denunciou a situação de degradação dos bairros pobres no país. Apesar dos receios, a situação francesa evidencia mais do que a propagação da revolta, a dimensão do problema da exclusão social nos arredores das grandes cidades europeias.