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Décima primeira noite de violência urbana em França

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Décima primeira noite de violência urbana em França

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Mais de 30 polícias ficaram feridos, os jovens deixaram de fugir da polícia e passaram ao confronto. Os distúrbios instalaram-se em todo o país. Há pilhagens e mais de 800 veículos já foram queimados. Edifícios do governo e de empresas privadas foram também destruídos pelo fogo, assim como uma creche e várias igrejas.

Outra estreia, o uso de armas de fogo – tiros de caçadeira e de pistolas. A polícia anti-motin está nas ruas, certas regiões em França parecem campos de batalha. o ministro do Interior, Nicolas Sarkosy, visitou pela segunda noite consecutiva esquadras policiais. Afirmou que “quando se atira contra a polícia com balas reais é-se um delinquente”. Há quem chame a esta crise a “intifada” francesa. Os bombeiros não escapam à fúria, mesmo na linha do dever são atacados. Os próprios habitantes dos bairros mais problemáticos condenam estas acções: “Não são uma solução. Há outras, como a demissão de Sarkosy, o defeituoso”. Um homem viu o seu carro ser incendiado, e teve tempo de ler o bilhete deixado pelos incendiários: “Sarkosy filho da mãe”. Concluiu dizendo que “foi a mim que tramaram”. Os transportes públicos, nalgumas áreas, pararam, noutras deixam de funcionar quando cai a noite. Ninguém sabe como vai acabar este braço de ferro, agora que o governo convocou todas as forças policias para intervir. Só falta o exército.