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Imagens falam por si: EUA utilizou armas químicas no Iraque

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Imagens falam por si: EUA utilizou armas químicas no Iraque

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Há precisamente um ano, o exército americano lançava a ofensiva na cidade de Fallujah, bastião da resistência no Iraque. Os 300 mil habitantes tentaram fugir do cerco, mas nunca se soube quantos lá continuavam à noite depois do jejum diário do Ramadão.

A noite de 8 de Novembro foi iluminada pelas explosões de fósforo. Oficialmente, serviriam apenas para iluminar o campo de batalha mas, segundo o documentário feito pela televisão italiana RAInews24, o fósforo branco foi utilizado indiscriminadamente, nos bairros de Fallhujah. Jeff Englehart e Garett Reppenhagen, veteranos da I Divisão, participaram na tomada da cidade. Eis a resposta de Jeff à questão: “usaram armas químicas em Fallujah?” “- Sei que o fósforo branco foi usado, o que é, sem sombra de dúvida, uma arma química.” “- Como pode estar certo disso?” “- Ouvi na rádio, tínhamos técnicos de transmissões nos camiões e jipes, e a mensagem era clara e, como disseram, cinco minutos depois lançámos o Whisky Pete (calão militar para fósforo). O fósforo espalha-se em nuvem e quando contacta com a pele faz danos irreversíveis, queimando a carne até aos ossos”. “- Constatou os efeitos deste tipo de arma?” “Sim, vi corpos muito queimados… Corpos de mulheres e crianças queimados. O fósforo branco rebenta em forma de nuvem e quem estiver num raio de 150 metros não escapa, dissolve-se, seja ser humano ou animal”. O doutor Mohamed Haddid e a sua equipa foram autorizados pelo exército norte-americano a entrar em Fallujah com a ingrata missão de identificar e enterrar os mortos. As roupas, intactas, ajudaram a distinguir os civis dos militares. No dia 9 de Dezembro, os Estados Unidos desmentiram categoricamente o uso de armas químicas no Iraque.