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Teste de Blair dá negativo

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Teste de Blair dá negativo

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O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, teve a maior derrota parlamentar, desde que chegou ao poder, em 1997: a alteração que propunha à lei antiterrorista foi chumbada.

A Câmara dos Comuns rejeitou a proposta do governo, que visava ampliar de 14 a 90 dias a prisão preventiva em casos de suspeitos de envolvimento terrorista. aceitando, apenas o alargamento para 28 dias de detenção sem culpa formada. Blair defendia a proposta dizendo que “não se vive num Estado policial mas o país enfrenta uma ameaça terrorista séria e real”. O consenso entre deputados trabalhistas e conservadores foi, no entanto, possível, alargando para 28 dias a detenção sem culpa formada. O primeiro-ministro não conseguiu convencer os deputados com a revelação, ao parlamento, de que as forças da ordem frustraram dois atentados terroristas depois dos que ocorreram em 7 de Julho contra a rede de transportes públicos londrinos. Também não serviu de nada que o chefe do grupo parlamentar trabalhista convocasse de urgência, para a votação, os ministros da Economia e dos Negócios Estrangeiros. Em Novembro de 2003, a população de Londres exigiu ao governo que tomasse medidas contra o terrorismo.