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Jordânia: Al-Qaida reivindica triplo atentado em Amã

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Jordânia: Al-Qaida reivindica triplo atentado em Amã

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A al-Qaida reivindicou o triplo atentado desta quarta-feira à noite na Jordânia. O braço iraquiano da rede terrorista, dirigido pelo jordano Abu Musab al-Zarqawi, difundiu um comunicado assumindo a responsabilidade pelos ataques contra três hotéis em Amã.

A organização da al-Qaida na Mesopotâmia justifica a acção coordenada pelo facto do rei Abdullah dar protecção aos que designa de “inimigos da fé, judeus e cruzados”. A Jordânia faz fronteira com o Iraque, a Síria, a Arábia Saudita e Israel e foi um dos dois países árabes que assinou a Paz com o Estado Hebreu, para além de ter apoiado os Estados Unidos na guerra no Iraque. Segundo um novo balanço oficial, os três ataques fizeram pelo menos 56 mortos e mais de uma centena de feridos, na sua maioria de nacionalidade jordana. Esta quarta-feira à noite, dois bombistas suicidas fizeram-se explodir quase em simultâneo nos hotéis Raddisson e Hyatt em Amã. Pouco depois escutava-se a detonação de um carro armadilhado junto ao Days Inn hotel, na capital jordana. No hotel Raddisson, o suicida fez-se explodir numa sala onde se celebrava um casamento. O noivo perdeu o pai, o sogro, alguns amigos e condenou os ataques afirmando que “não têm nada a ver com o Islão” e “não os vão ajudar em nada enquanto árabes ou muçulmanos”. A investigação aos atentados já conduziu à detenção de vários suspeitos, segundo o que anunciaram as autoridades jordanas que já identificaram 11 estrangeiros entre as vítimas mortais (três chineses, cinco iraquianos, um palestiniano, um saudita e um cidadão da Indonésia). Não há notícia de vítimas de nacionalidade europeia. Até agora poupada aos ataques em larga escala, apesar da proximidade do Iraque e da popularidade como destino turístico, a Jordânia fechou todas as suas fronteiras e declarou, por tempo indeterminado, o luto nacional.