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Jordânia atacada pela Al-Qaida por "albergar espiões americanos e israelitas"

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Jordânia atacada pela Al-Qaida por "albergar espiões americanos e israelitas"

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A instabilidade no Iraque propagou-se à Jordânia, onde as autoridades reforçaram a segurança na capital e ao longo da fronteira, depois de um triplo atentado em Amman ter provocado 59 mortos e cerca de 200 feridos, na quarta-feira.

O ataque reivindicado pelo braço iraquiano da Al-Qaida, visou três hotéis no bairro de Jabal Amman, frequentado por homens de negócios e diplomatas ocidentais. Segundo as autoridades, dois dos atacantes, os que visaram os hotéis Grand Hyat e Radisson SAS, eram bombistas suicidas. No terceiro ataque, uma viatura armadilhada deflagrou frente a uma discoteca do hotel Days Inn. No hotel Radisson SAS, o suicida deflagrou a carga explosiva numa sala onde se celebrava um casamento. O noivo perdeu o pai, o sogro, alguns amigos e condenou os ataques afirmando que, “não têm nada a ver com o Islão” e “não nos vão ajudar em nada enquanto árabes ou muçulmanos”. O oitavo atentado reivindicado pela Al-Qaida contra um país muçulmano vitimou na sua maioria cidadãos jordanos, assim como 13 cidadãos estrangeiros. Outros13 cadáveres não foram ainda identificados. Ao final da noite de quinta-feira as autoridades afirmavam ter identificado os cadáveres de três bombistas suicidas, sem precisarem mais informações. Num comunicado divulgado na internet, Abu Musab Al-Zarqawi, alegado responsável do braço iraquiano da al-Qaida, acusava a Jordânia de albergar espiões americanos e israelitas. As autoridades jordanas, fiéis aliadas dos Estados Unidos, declararam um luto nacional por tempo indeterminado, reforçando a segurança em torno de embaixadas e edifícios públicos. O secretário geral da ONU, Kofi Annan, que deveria visitar o país nesta quinta-feira, adiou a viagem para sexta-feira. A ONU condenou o ataque como um “acto criminal injustificável” e apelou às autoridades jordanas para que capturem o mais rapidamente possível os culpados.