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Mulher-suicida detida pela polícia jordana

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Mulher-suicida detida pela polícia jordana

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As primeiras imagens da mulher-suicida que terá falhado um dos atentados em Amã, na Jordânia, foram registadas pela polícia e divulgadas pela televisão estatal. Numa alegada confissão afirmou chamar-se Sajida Mabrouk Richawi, ser de Ramadi, no Iraque, e ter 35 anos.

A mulher disse também que pretendia fazer-se explodir com o marido, mas não conseguiu detonar o seu cinto de explosivos. “Havia um casamento. O meu marido foi para um canto, eu para outro. Quando toda a gente começou a fugir depois da explosão, eu fugi também”, acrescentou. O triplo atentado matou quase 60 pessoas na passada quinta-feira. Foi o mais violento atentado no país, reivindicado pela Al Qaida no Iraque, liderada por Abu Mussad Al Zarqawi, que é jordano. O rei jordano Abdallah II afirmou que as estratégias utilizadas pelos extremistas já são conhecidas na Ásia, Rússia, Mundo Árabe, Europa e Américas. “O fenómeno aproxima-nos, vamos vencer estes extremistas unidos”, acrescentou. O grupo justifica a acção pelo facto de dias antes se terem reunido nos hotéis membros dos serviços secretos dos Estados Unidos, Jordânia, Egipto e Israel. Grande parte da população jordana revoltou-se com este triplo atentado. Na noite deste domingo houve novas manifestações. Havia no país alguma simpatia e admiração por Zarqawi, mas depois de quinta-feira a situação mudou totalmente. Frente à casa onde o terrorista cresceu, no bairro de Masum em Zarqa, a segunda cidade do país, agora ouvem-se críticas à sua actuação.