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Paris passou uma noite tranquila como há 16 dias não conhecia

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Paris passou uma noite tranquila como há 16 dias não conhecia

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Este era o fim-de-semana de todos os receios. Paris estava sitiada de polícias. Temia-se o pior que não chegou a acontecer. Não houve distúrbios na cidade luz, apenas pedidos para que o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, se demitisse.

O ministro visitou as principais artérias da capital, reforçada com a presença de três mil agentes. Domingo foi o 17° dia consecutivo de violência urbana em França. O recolher obrigatório para menores de 16 anos foi instaurado em dezenas de departamentos do país. Em Lyon, uma das maiores cidades do país, registaram-se os mais fortes desacatos de sábado. Dezenas de jovens envolveram-se em confrontos com a polícia, no coração da cidade, uma situação rapidamente controlada. Ao todo mais de 10 mil polícias e gendarmes estão destacados em França, apoiados por helicópteros. Desde o início dos distúrbios quase 10 mil carros arderam, para além de inúmeros edifícios, um prejuízo que pode chegar aos 200 milhões de euros. Há mais de duas mil pessoas em prisão preventiva. Na Bélgica a tensão subiu de tom. A noite passada foi a mais violenta desde que os distúrbios franceses contagiaram o país vizinho, há uma dezena de dias. Em Bruxelas foram detidas umas 50 pessoas. Vários veículos foram queimados, e em Liège, Charleroi e Louvain-La-Neuve, ao todo, queimaram-se quase 30 carros. O dispositivo policial foi reforçado por todo o país. Circulam na internet convocatórias para a violência, o alerta é também elevado.