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Grande coligação alemã submetida à aprovação das bases

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Grande coligação alemã submetida à aprovação das bases

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O dirigente do SPD alemão Matthias Platzeck não esconde que a grande coligação na Alemanha é apenas um casamento de interesses, uma união que esta segunda-feira será submetida a aprovação dos sociais-democratas num congresso nacional em Karlsruhe.

A reunião magna do SPD também vai servir para eleger o novo presidente do partido. Ao que tudo indica uma larga maioria dos cerca de 500 delegados irá votar em Platzeck para substituir Franz Munterfering, que abandona a presidência social-democrata. O programa de governo, concluído na sexta-feira, depois de 4 semanas de negociações, também vai ser submetido à aprovação das bases da CDU e da CSU, em congressos em Berlim e em Munique, respectivamente. Apesar de se esperar que o acordo de governação seja aprovado, surpresas podem acontecer, já que existe alguma oposição interna nos partidos que formam a coligação. O programa inclui promessas eleitorais da CDU contestadas pelo SPD como o aumento do IVA para 19% e uma maior flexibilidade nos despedimentos. Por seu lado, o SPD conseguiu um aumento fiscal de 3% no escalão máximo do IRS e impedir a liberalização da contratação colectiva. Entre os alemães reina algum cepticismo. “Velhos inimigos podem de repente serem companheiros e alcançar grandes feitos? Acho que não vai funcionar!”, referiu uma alemã enquanto outro cidadão declarou que “tudo já se encontra bastante mal e que a classe média vai novamente sangrar. Definitivamente, as coisas não vão melhorar”, concluiu. Para o dia 22, no Bundestag, está agendada a eleição de Angela Merkel como Chanceler.