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Tunísia: Falta de liberdade de imprensa ensombra preparativos da SMSI

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Tunísia: Falta de liberdade de imprensa ensombra preparativos da SMSI

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Tunis prepara-se para albergar a partir de hoje a Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação (SMSI). Um evento que vai decorrer rodeado de polémica, devido às agressões a um jornalista francês e a uma equipa da televisão belga e ao ambiente de controlo absoluto da informação que se vive na Tunísia.

A ONG Repórteres sem Fronteiras considera a cimeira uma farsa e um grupo de representantes políticos e associativos da Tunísia está em greve de fome há quase um mês para protestar contra a falta de pluralismo informativo e os atentados à liberdade de expressão perpetrados pelo regime do presidente Zine Ben Ali. Um dos grevistas considera que, na Tunísia, se “verificam diferentes etapas de censura. Censura-se a informação antes de ser publicada. Não é uma vantagem ter uma vasta oferta jornalística. Mais valia deixar os jornalistas escreverem e depois falar do encerramento ou da abertura de jornais”. Face às críticas e sonegando a repressão que tem sido dada a conhecer nos últimos dias, o ministro da Informação da Tunísia minimiza a questão. “Há uma focalização excessiva no problema da liberdade de imprensa, como se a Tunísia fosse o contra-exemplo da democracia ou das liberdades”. Organizada sob a égide da União Internacional das Telecomunicações, um organismo da ONU, a SMSI quer dissipar a fractura digital entre o Norte e o Sul.Porém, o sucesso do encontro depende do estabelecimento de um acordo sobre agestão da Internet.A questão divide os Estados Unidos e a comunidade internacional.O país-berço da Internet quer continuar a gerir a rede, opondo-se a umasupervisão supranacional. Cento e setenta países participam na cimeira de três dias.