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Traian Basescu nega existência de centros de detenção da CIA na Roménia

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Traian Basescu nega existência de centros de detenção da CIA na Roménia

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Traian Basescu, o “lobo do mar” como também é conhecido, é o presidente da Roménia desde Dezembro do ano passado. Liberal, antigo oficial da marinha, tem um rumo bem definido para os 5 anos em que vai estar ao leme do país: assegurar que Bucareste chega ao porto seguro chamado União Europeia sem acidentes. Com o tratado de adesão em fase de ratificação nos 25, Basescu multiplica as visitas às capitais europeias para garantir que a Roménia, tal como a Bulgária, se torna membro de pleno direito, como previsto, no dia 1 de Janeiro de 2007

EuroNews: A Comissão Europeia foi bastante crítica no último relatório, referindo novamente que, entre outros pontos, os avanços na luta contra a corrupção eram insuficientes, o que pode adiar a adesão da Roménia para 2008. Que consequências teria esse adiamento para o país? Traian Basescu: Tanto eu, enquanto presidente, como o governo, não podemos imaginar que a Roménia não vá cumprir com todas as obrigações para se tornar membro da União Europeia a 1 de Janeiro de 2007. Comparando com outros períodos, permita-me dizer que estou orgulhoso da Roménia: Foi capaz de refazer as infra-estruturas depois das cheias deste verão e de construir casas para a parte da população que ficou desalojada nas inundações. Estou orgulhoso pela Roménia ter provado ser capaz de reagir à gripe das aves. Vamos tentar ser um país seguro para a Europa, um país fronteiriço seguro. EN: Pretende a Roménia ter uma palavra a dizer na política de vizinhança da União Europeia? TB: Posso dizer que temos duas prioridades na matéria ligadas à segurança, à nossa segurança nacional e ao mesmo tempo à segurança da Europa: os Balcãs ocidentais e o Mar Negro. No que diz respeito ao Mar Negro vamos continuar com a parceria estratégica com os Estados Unidos e o Reino Unido, os países que estão mais concentrados no que concerne à importância estratégica da região alargada do Mar Negro. EN: A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice é esperada este mês em Bucareste. O que é que está em jogo nesta visita? TB: Tanto quanto sei, Condoleezza Rice, pode vir a visitar Bucareste algures no início de Dezembro, com um único objectivo: assinar o acordo bilateral sobre as instalações militares do Pentágono em território romeno. Esta é a razão da visita. Concluímos as negociações sobre as instalações militares americanas na costa do Mar Negro e eventualmente noutros pontos da Roménia. Não vão ser bases militares tradicionais como, por exemplo, as na Alemanha. Vão ser simples instalações militares, com um número reduzido de tropas, mas que vão estar permanentemente ligadas ao exército romeno. Os programas de treino, mas não só, serão comuns e as tropas estarão prontas para desencorajar acções hostis na região. EN: O Senado norte-americano e o Conselho da Europa investigam sobre os alegados campos de detenção ilegais para terroristas no território romeno. Que posição tem sobre o assunto levantado pela ONG Human Rights Watch? TB: Não temos desse género de instalações para a CIA na Roménia e não estamos preparados para aceitar que alguém fale sobre isso. As pessoas têm de saber do que falam. Houve suspeitas em relação às nossas bases militares em Mihail Kogalniceanu. Colocamos as bases imediatamente à disposição dos jornalistas e dos especialistas. Depois vieram dizer: talvez não seja em Kogalniceanu, talvez seja em Timisoara. Abrimos imediatamente as bases militares de Timisoara para verificação aos jornalistas. Mais, qualquer comissão que deseje visitar a Roménia, verificar as instalações e fazer o seu relatório, é livre de vir.