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Ucranianos estão pouco entusiastas em aniversário da revolução

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Ucranianos estão pouco entusiastas em aniversário da revolução

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A Ucrânia festeja o aniversário da revolução, mesmo se o cor-de-laranja deixou de estar na moda. Um ano depois da revolução pacífica que derrubou o regime pós-soviético do presidente Leonid Kouchma, a oposição democrática ficou dividida em relação às grandes questões que a uniram em 2004, como a luta contra a corrupção e o baixo nível de vida.

A queda da chefe do executivo ucraniano, Iulia Timochenko, há dois meses, em consequência das guerras dos clãs de oligarcas, acabou por congelar o pacote de reformas económicas em curso. Mas Timochenko prepara o retorno à ribalta e a continuação do trabalho iniciado. A ruptura na aliança laranja fragilizou o país e esmoreceu as esperanças na Praça da Independência. Uma vendedora ambulante quer dizer aos políticos que “se tivessem pensado um pouco na Ucrânia e menos neles próprios, não tinham falhado assim. Tinham de ter pensado na Ucrânia. A aliança deles era demasiado boa para ser verdade”. A revolução laranja que foi celebrada em Washington como uma referência para a democracia em todo o mundo, durante a visita do presidente Viktor Iuchtchenko em Abril, tarda em ser reconhecida na Ucrânia. O entusiasmo internacional em relação às revoluções pacíficas da Geórgia e da Ucrânia, não tem correspondência com os números relativos à inflação galopante e à baixa de investimento estrangeiro. E mesmo a conquista da liberdade de expressão não parece salvar os revolucionários heróis de uma possível derrota nas eleições legislativas de Março de 2006. “A próxima missão é ganhar o parlamento. Ainda temos tempo para tirar ilações do que aconteceu e aprender alguma coisa” Mas segundo as sondagens, o candidato pró-russo Yanukovitch poderá ganhar as eleições, mesmo se milhares de cidadãos já o impediram uma vez de ascender à presidência. Um ano depois da canção “Juntos somos muitos” se ter tornado o hino da revolução laranja, a mensagem soa como um aviso à classe política.