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Angela Merkel começa périplo em Paris para reafirmar aliança franco-alemã

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Angela Merkel começa périplo em Paris para reafirmar aliança franco-alemã

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Acabou o período de impasse que bloqueou o motor económico da União Europeia. Angela Merkel, conservadora, recebeu do seu predecessor, o social-democrata Gerhard Schroeder, as chaves da chancelaria. Neste caso flores, por ser a primeira mulher chanceler do país.

Merkel chega ao poder depois de vencer um escrutínio onde o eleitorado votou sem grande convicção, de tal forma que foi obrigada a aceitar a Grande Coligação, com os sociais-democratas do SPD, para poder governar. Metade das pastas do executivo pertence-lhes. “Angie”, como é chamada, agradeceu a Schroeder a cooperação dos últimos dias e deixou um elogio – “ele tornou-se num dos líderes que a população vai recordar”, depois garantiu que está desejosa de iniciar o trabalho. A primeira chanceler de sempre na República Federal Alemã não perdeu tempo. Assim que foi empossada reuniu o governo para a primeira reunião do executivo. Mas antes de mergulhar nos problemas domésticos, a chanceler vai a Paris, Bruxelas, Londres, Moscovo e Washington para selar velhos pactos e reatar amizades. Mostrar que Berlim não está adormecida. Em Bruxelas, vai encontrar-se com o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso. O défice orçamental alemão e o orçamento da União para o período 2007-2013 são tidos como temas a discutir. Depois a viagem a Paris, para um encontro com o presidente Jacques Chirac. Merkel tem em mente garantir a eficácia do eixo Berlim-Paris, que forma o motor capaz de acelerar a economia do Velho Continente. Nos últimos meses faltou-lhe combustível e há muitas arestas a limar, tendo em conta a cimeira da União Europeia dentro de três semanas onde a estrela vai ser o controverso orçamento comunitário. Nas restantes paragens, Merkel tentará recolocar a Alemanha no mapa de influência internacional.