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Mancha de poluição com origem na China ameaça cidade da Rússia

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Mancha de poluição com origem na China ameaça cidade da Rússia

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A Rússia prepara-se para o pior à medida que avança a mancha de poluição provocada pela explosão de uma empresa química chinesa. As autoridades deKhabarovsk multiplicam os testes às águas do rio Amur, que abastece os 600 mil habitantes da cidade russa.

A explosão, que matou cinco pessoas, ocorreu no dia 13 na província chinesa de Jilin junto ao rio Songhua, um afluente do Amur. As autoridades russas estimam que a mancha de poluição chegue à fronteira e a Khabarovsk dentro de três a quatro dias e ponderam vir a suspender o abastecimento de água da cidade. Uma responsável da Protecção Civil de Khabarovsk diz que vão proceder a testes, quebrando a camada de gelo do rio, mas tudo depende dos químicos presentes nas águas. As agências chinesas adiantam que o rio Songhua terá sido poluído com benzina, um dissolvente industrial componente do petróleo, altamente tóxico. Elena Ivanova, chefe do Centro de Controlo de Poluição, diz que é preciso armazenar água potável, uma grande quantidade, pois não sabem quando é que a poluição vai chegar. A explosão foi há dez dias, mas só esta terça-feira é que as autoridades chinesas cortaram o abastecimento dacidade de Harbin, a cerca de 400 quilómetros de distância. São cerca de nove milhões de pessoas afectadas, que acorreram aos supermercados e procuram armazenar a água distribuída por camiões-cisterna. Mas muitos preferem abandonar a cidade.