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Uma onda de contestação atravessou a Itália

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Uma onda de contestação atravessou a Itália

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A greve geral, em Itália, terá ultrapassado os 80%, é o que afirmam as três centrais sindicais que convocaram a paralisação. O protesto contra os cortes orçamentais previstos pelo governo foi sentido particularmente nos transportes e alastrou depois aos bancos, escolas, hospitais ou fábricas, quatro horas para o sector privado e de oito para o público.Depois da chegada de Sílvio Berlusconi ao poder em 2001 é a sexta greve geral que o país enfrenta, a prova do descontentamento: “Na minha fábrica, havia muitos contratos por tempo indeterminado, agora mais de 80% são a termo e há mesmo contratos ao dia”, relata uma manifestante. “Não é justo pagar impostos quando se ganha 400 euros por mês. O que pode fazer-se. Se como não bebo e se bebo não posso comer”, declara uma mulher.Aos grevistas o chefe do Conselho disse que a greve é inútil e que se tornou apenas um hábito da esquerda.

De acordo com os compromissos de Roma em Bruxelas o governo tem de reduzir o déficit orçamental que é de 16,5 mil milhões de euros tendo apostado na limitação de despesas públicas, na privatização e na luta contra a evasão fiscal.