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Tchetchénia: primeiras eleições legislativas desde 97 decorrem com normalidade

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Tchetchénia: primeiras eleições legislativas desde 97 decorrem com normalidade

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Os tchetchenos elegerem este domingo o seu primeiro parlamento em oito anos. A taxa de abstenção atingiu os 43 por cento dos 600 mil eleitores inscritos. Para que as eleições fossem consideradas válidas a taxa de participação devia ser superior a 25 por cento de acordo com a lei.

Para Moscovo o escrutínio é a última etapa da “normalização do território”. Para as organizações não governamentais tudo não passa de “uma farsa sob a ameaça das espingardas”. De facto, a população olha para o processo eleitoral sem qualquer ilusão de mudança. O vice-primeiro-ministro Ramzan Kadirov deverá ser confirmado no cargo, bem como o presidente pró-russo da Tchetchénia, Alu Alkhanov. Entre os perto de 350 candidatos, há cinco oficiais russos e vários funcionários da administração pró-russa. Dos cerca de 600.000 eleitores inscritos, aproximadamente 34.000 são membros das forças federais russas estacionadas na Tchetchénia. O facto de haver eleições não reduziu os raptos de civis, nem as violações dos direitos humanos e muito menos ainda os confrontos esporádicos entre as forças federais e os rebeldes. Os dispositivos de segurança acabaram por ser os que mais mudanças sofreram para estas eleições. Se em condições normais são muito significativos, para a jornada eleitoral foram substancialmente reforçados. A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) não enviou observadores para estas eleições “por razões de segurança”.