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Estados Unidos aproximam-se da milésima execução desde fim da moratória em 1976

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Estados Unidos aproximam-se da milésima execução desde fim da moratória em 1976

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Os Estados Unidos aproximam-se de uma marca funesta.Esta semana, se nenhum dos detidos for indultado, vai ter lugar a milésima execução desde que a pena de morte voltou a ser aplicada, após uma moratória não-oficial de uma década.

Um número pesado e embaraçoso numa altura em que, de acordo com o Centro de Informação da Pena de Morte, a condenação à pena capital e a sua execução regridem e colhem cada vez menos apoios. A pena de morte vigora em 38 dos 50 Estados norte-americanos, mas em muitos deles, considera-se ter chegado o momento de reflectir sobre a pertinência desta condenação. Estatisticamente, desde que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos voltou a autorizar a pena capital em 1976, mais de metade das execuções tiveram lugar em três Estados: Texas, Virgínia e Oklahoma. Ainda que representem apenas 12% da população norte-americana, os cidadãos de raça negra são mais de um terço dos executados, num universo dominado a 98,5% por condenados do sexo masculino. A injecção letal é o método mais utilizado, seguido pela cadeira eléctrica. Na Califórnia, onde a pena não é aplicada desde a revogação da moratória, o Governador Arnold Schwarzenegger terá de decidir, até meados do mês que vem, o destino de “Tookie” Williams, um antigo chefe de “gang”, condenado por homicídio há mais de duas décadas e entretanto reconvertido em escritor e pacifista.