Última hora

Última hora

Uma arqueóloga alemã sequestrada no Iraque

Em leitura:

Uma arqueóloga alemã sequestrada no Iraque

Tamanho do texto Aa Aa

Um grupo intitulado Brigadas das Espadas da Verdade reivindicou esta terça-feira à tarde o sequestro de quatro ocidentais em Bagdade.Entre eles, está o britânico Norman Kember, um professor reformado.Os outros reféns são dois cidadãos canadianos e um norte-americano, todos pertencentes a uma associação humanitária.

Entretanto, não foi ainda reivindicado o presumível rapto de uma cidadã germânica e do motorista que a acompanhava em Ninive no Noroeste do Iraque. O desaparecimento foi registado na sexta-feira passada e confirmado pela diplomacia germânica. Susan Osthoff, uma arqueóloga de 43 anos, vive no Iraque há mais de uma década. Desde o início da guerra, desempenha tarefas de auxílio humanitário. A crise dos reféns é a primeira com que se confronta o novo executivo germânico. Em Washington, Walter Steinmeier, o chefe da diplomacia de Berlim, prometeu uma acção incansável: “Vamos por todos os meios ao nosso alcance tentar proteger aquela que é a nossa principal ambição: a integridade física, o bem-estar. E vamos fazê-lo com muito cuidado e sem precipitações.” A ameaça de morte que paira sobre a filha mergulhou a mãe de Osthoff numa profunda angústia: “Ela está de alma e coração no Iraque e tem estado desde jovem. Estudou arqueologia e estava sempre por lá em escavações. Gostava tanto do Iraque, das pessoas, da cultura, dos estudos que fazia”. De acordo com uma televisão pública alemã, para libertar Osthoff, os raptores exigem que Berlim deixe de colaborar com o governo iraquiano.