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Reino Unido revê sistema de pensões

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Reino Unido revê sistema de pensões

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A idade de reforma no Reino Unido vai passar para os 67 anos. O anúncio foi feito hoje pela comissão liderada por Adair Turner, que tem nas mãos a reforma do sistema de pensões.

Mas como se esperava a medida é tudo menos pacífica, mesmo entre os trabalhistas apoiantes de Blair. Adair Turner defende: “Precisamos de um novo regime de pensões com dois elementos: um programa nacional de poupanças, que encorage as pessoas a juntar dinheiro para a velhice a baixo custo; e políticas que criem, com o tempo, reformas mais generosas mas também mais tardias, à medida que a esperança de vida aumenta”. A Comissão Turner tem agora de convencer os deputados e os britânicos a trabalharem durante mais tempo. Também as empresas terão de contribuir para o financiamento das reformas. O sistema de pensões é um dos maiores problemas ao qual têm de fazer frente os europeus, entre eles os britânicos. O aumento da esperança de vida, que em 2040 será de 82 anos, e a redução da fecundidade fará subir nos próximos 30 anos a dependência entre os pensionistas e a população activa. Os britânicos não estão entre os casos mais preocupantes. Mesmo assim, há três anos, o governo decidiu debruçar-se sobre o problema do sistema de pensões. A solução apresentada é clássica: o aumento da idade da reforma. Actualmente, no Reino Unido, no sector privado, os homens reformam-se aos 65 e as mulheres aos 60 anos. Idades semelhantes às de outros países europeus também eles confrontados com os problemas de envelhecimento da população. Mas o aumento da idade da reforma não vai afectar os actuais funcionários públicos. Os cinco milhões de pessoas a trabalhar, actualmente, no sector público vão continuar a reformar-se aos 60 anos. A diferença deu origem a uma polémica nos últimos dias, tendo em conta o valor do défice público. Os sindicatos do sector ameaçaram fazer greve, se fosse alterada a idade, mas rejeitam falar de privilégio. Kay Carberry, da Confederação dos sindicatos britânicos, afirma que se fala muito das alegadas grandes pensões do sector público. O montante da reforma é de entre 5800 e 7500 euros, por ano, para enfermeiras, professores, entre 0utros funcionários. O compromisso é difícil e o descontentamento ameaça subir no sector privado, onde os trabalhadores têm cada vez mais a sensação de financiarem com as suas cotizações as caixas públicas e as pensões dos funcionários que se reformam antes.