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França absolve seis pessoas no caso de Outreau após gigantesco erro judicial

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França absolve seis pessoas no caso de Outreau após gigantesco erro judicial

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A França reconhece o maior erro judicial do último meio século ao absolver e libertar as seis pessoas ainda acusadas no caso de pedofilia de Outreau. A decisão era esperada após a intervenção directa do procurador geral de Paris, que, no processo em recurso, pediu a absolvição e desculpas.

As seis pessoas tinham sido condenadas em primeira instância, apesar das contradições e dos desmentidos quer das crianças alegadamente violadas quer da mãe, a principal acusadora. Os acusados sempre clamaram inocência e um suicidou-se na prisão. “Acho que podemos voltar a acreditar na justiça como antes”, diz Roselyne Godard, uma das sete pessoas ilibadas no primeiro julgamento, agora estudante de direito, e que nunca deixou de apoiar as últimas pessoas envolvidas. As autoridades judiciais francesas reconhecem que o caso afectou a imagem da justiça do país, pretendem analisar em pormenor a sucessão de erros cometidos desde o início do processo em 2001 e todos esperam o anúncio de reformas para impedir repetições do caso. No início do processo foram acusadas 17 pessoas. No final, estão detidas três, entre elas o casal na origem do caso e que reconheceu a violação dos seus próprios filhos.