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Estados Unidos executaram o milésimo dos condenados à pena de morte

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Estados Unidos executaram o milésimo dos condenados à pena de morte

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A milésima execução de um condenado à pena de morte nos Estados Unidos ocorreu na prisão de Raleigh, na Carolina do Norte.

Kenneth Boyd, de 57 anos, recebeu a injecção letal às duas da madrugada locais, sete da manhã em Portugal, depois de o governador do Estado ter recusado a cumutação em prisão perpétua. Boyd foi condenado pelo assassinato da mulher e do sogro, em 1988. O que mediatiza mais ainda este caso é o facto de ser a milésima execução. “Execução não é a solução” gritam os activistas dos direitos humanos.Como sempre acontece dezenas de opositores à pena capital, manifestaram-se junto do edifício da prisão, mas as críticas têm chegado dos activistas dos direitos humanos do mundo inteiro. O argumento é o de que as execuções frequentes nos Estados Unidos não têm feito diminuir os crimes e o mundo não é melhor sem as pessoas executadas. No momento de receber a injecção, Kenneth Boyd era um homem tranquilo. A sua nora diz que o que viu foi “um homem gentil, de bom coração, que daria a camisa a qualquer pessoa se fosse preciso”. Após dez anos de interregno, a pena capital foi restabelecida em 1976 nos Estados Unidos. Em 38 dos 50 estados os governadores autorizam a sua aplicação. Só a China, o Irão e o Vietname praticaram mais execuções que o Estados Unidos em 2004. Já esta sexta-feira um cidadão australiano foi executado em Singapura por tráfico de droga.