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A cimeira de Junho foi marcada pelo fracasso das discussões sobre o orçamento.

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A cimeira de Junho foi marcada pelo fracasso das discussões sobre o orçamento.

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Jean-Claude Juncker, então presidente em exercício da União, não conseguiu convencer os parceiros comunitários. Em causa, sobretudo, a intransigência de Londres e de Paris, uma sobre o cheque britânico, a outra sobre a Política Agrícola Comum.

Uma posição mantida na cimeira de Outubro e que tem cada vez menos adeptos. Os dez novos estados membros estão dispostos a fazer um esforço de receber menos dinheiro, mas a maioria dos Vinte e Cinco pede flexibilidade a Londres.

Na verdade o cheque britânico que custa actualmente 5,5 mil milhões de euros, a este ritmo chegará a 2013 aos 7 mil milhões por ano.

Foi Margareth Teacher quem em 1979 pediu o retorno do contributo do reino Unido para o orçamento comunitário. Na altura, a dama de ferro dirigia o terceiro país mais pobre da União e um dos de menor produção agrícola.

François Miterrand acaba por apoia-la na cimeria de Fontainebleau em 1984. A PAC era o maior sorvedouro das despesas comunitárias com 70% e a França era o país que recolhia os maiores benefícios.
Em 2005 as despesas agrícolas cairam para a barra dos 50%

Tony Blair exige a revisão desta fasquia para reorientar os gastos da União e diminuir o orçamento, mas sem grande sucesso já que em 2002 foi assinado um acordo para manter este nível de despesa com a PAC até 2013.