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Condoleezza Rice admite "erros" na guerra contra o terrorismo

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Condoleezza Rice admite "erros" na guerra contra o terrorismo

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Entre a polémica das prisões e voos secretos da CIA e um acordo histórico, a secretária de Estado norte-americana já aterrou em Kiev onde vai ter um encontro com o presidente ucraniano antes de seguir logo à tarde para Bruxelas para reuniões na sede da NATO e com os homólogos da União Europeia.

Bucareste viveu esta noite um momento histórico absolutamente impensável há apenas duas décadas. 16 anos depois da queda do comunismo na Roménia, os Estados Unidos assinaram um acordo para a criação das primeiras quatro bases militares norte-americanas num antigo país do Pacto de Varsóvia. Condoleezza Rice e o ministro dos Negócios Estrangeiros romeno procederam às formalidades sob o olhar atento do presidente Traian Basescu que, no final,declarou que este acordo fará da “Roménia um pilar para a estabilidade na região”. Para segundo plano ficaram as alegadas prisões secretas da CIA neste país com adesão prevista à União Europeia em 2007. Basescu reafirmou ser impossível existir tortura no Estado que dirige. Os Estados Unidos vão ficar com quatro bases na Roménia, situadas junto ao Mar Negro a curta distância de potenciais alvos na Ásia Central e Médio Oriente. Rice chegou para a curta visita a Bucareste proveniente de Berlim, onde num gesto raro, reconheceu os “erros” norte-americanos na guerra contra o terrorismo, nomeadamente o do rapto durante 5 meses de um cidadão alemão no Afeganistão. A chanceler Angela Merkel aceitou as desculpas e congratulou-se pela determinação da Casa Branca em “corrigir imediatamente” eventuais enganos, fazendo votos para que o resto seja feito no estrito respeito da Lei, uma referência implícita aos voos secretos da CIA, no espaço aéreo europeu, em que os serviços de inteligência transportam suspeitos de terrorismo para interrogatórios em que, alegadamente, é utilizada a tortura. A Roménia já admitiu a passagem destes voos pelo seu território. A Casa Branca repudia apenas as acusações de recurso à tortura nos interrogatórios a suspeitos.