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Ante Gotovina, herói nacional ou criminoso de guerra?

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Ante Gotovina, herói nacional ou criminoso de guerra?

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Aos 50 anos, Ante Gotovina tem atrás de si um percurso de aventureiro e de soldado de elite.

Operacional na Legião Estrangeira durante os anos 70 e 80, Gotovina ascendeu ao topo da carreira militar na guerra da independência da Croácia, há mais de uma década. Aliás, as acusações de atrocidades reportam à fase final do conflito, quando,numa ofensiva-relâmpago, reassumiu o controlo croata da Krajina, desbaratando a rebelião sérvia. É nesta altura que alegadamente terá sido responsável pela morte de 150 civis sérvios. A violência dos combates terá também obrigado 150 mil sérvios a fugirem diante do avanço das tropas croatas. Após o conflito na ex-Jugoslávia, Ante Gotovina manteve-se em funções até 2000, altura em que passou à reserva por recusar a intenção de Zagreb de investigar os crimes cometidos pelos croatas durante a guerra. No ano seguinte, em 2001, foi formalmente acusado pelo TPI para a ex-Jugoslávia, altura em que passou à clandestinidade. Desde então tinha conseguido evitar a detenção, graças a uma rede de apoios que se estendiam supostamente do submundo do crime às esferas do poder croata. É que o controverso general continua a ser visto pela maioria dos compatriotas como um herói da guerra da independência.