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Com Gotovina preso, a Croácia alinha-se com a UE

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Com Gotovina preso, a Croácia alinha-se com a UE

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A Croácia vê desaparecer o maior obstáculo no caminho em direcção à União Europeia. Reagindo ao anúncio de Carla del Ponte, o primeiro-ministro croata afirmou que a detenção de Ante Gotovina “é a confirmação final da credibilidade do seu país e das respectivas instituições”. Ivo Sanader sublinhou ainda que a Croácia respeita os seus compromissos internacionais e que “todos os culpados deverão responder perante o TPI”.

O pedido de adesão de Zagreb ao “clube europeu” ganhou novo fôlego com a detenção do general croata. Uma notícia que chegou a Bruxelas no momento em que se realiza a conferência sobre a integração dos Balcãs. O presidente da Sérvia, Boris Tadic, felicitou a Croácia, enquanto o comissário europeu para o alargamento, Olli Rehn mostrou esperanças de que os recentes acontecimentos sirvam de exemplo: “Espero que isto incentive as autoridades dos outros países da região, em especial a Sérvia-Montenegro e a Bósnia-Herzegovina, a fazerem o máximo possível para cooperar totalmente com o TPI na localização, detenção e estradição dos outros acusados, Ratko Mladic e Radovan Karadzic”. Mladic e Karadzic, ex-líderes sérvios da Bósnia, encontram-se em fuga desde que foram inculpados pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. São procurados por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, nomeadamente pelo seu papel no massacre de oito mil muçulmanos em Srebrenica, em 1995. Ultimamente têm-se intensificado rumores de que estaria iminente a detenção destes dois homens.