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Washington nega ao CICR acesso a todas as pessoas detidas por terrorismo

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Washington nega ao CICR acesso a todas as pessoas detidas por terrorismo

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Os Estados Unidos rejeitam o pedido do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) para visitar, onde quer que estejam, todos os detidos no âmbito da luta antiterrorista. A Cruz Vermelha pode visitar os prisioneiros de Guantánamo, Iraque e Afeganistão, mas Washington reconhece que a organização não tem acesso a todos os detidos.

O presidente do Comité internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, diz a principal preocupação é a detenção indiscriminada. Por isso querem ter acesso e informações e só depois é que poderão ter uma ideia precisa sobre o quadro jurídico que se aplica às pessoas. A visita da secretária de Estado, Condolleezza Rice, à Europa não conseguiu pôr fim à polémica. Prosseguem as revelações sobre os voos e as prisões secretas. Segundo a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, a CIA teria prisões ilegais na Polónia, Kosovo, República Checa e Roménia. Um jornal polaco diz que Varsóvia era o centro das operações, fala do encerramento das duas prisões no país após o surgimento do escândalo e da transferência de prisioneiros para o Norte de África. Na Alemanha, o assunto será debatido na quarta-feira no Bundestag. A polémica atinge agora o ministro dos Negócios Estrangeiros. A imprensa revela que os serviços alemães, então coordenados por Frank Walter Steinmeier, deram informações à CIA que levaram ao rapto de Khaled el-Masri, o cidadão que pretende levar a agência secreta americana perante a justiça. Entretanto, a ONU manifestou o desejo de visitar Guantánamo, sem pré-condições. Por outro lado, o Pentágono convidou um membro da OSCE para uma visita à base em Cuba, mas não poderá falar com os cerca de 500 detidos. Foi esta a condição que levou as Nações Unidas a rejeitar recentemente um convite de Washington.