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Novo atentado em Beirute a inflamar as relações sírio-libanesas

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Novo atentado em Beirute a inflamar as relações sírio-libanesas

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Em Beirute o governo reúne-se de urgência para avaliar as consequências do assassínio de Gibran Tueni, deputado e jornalista libanês conhecido pela sua oposição ao regime sírio. Filho do proprietário do diário libanês “An Nahar”, o deputado seguia de automóvel pelo bairro cristão de Mkales, na períferia da capital, quando uma forte explosão provocou a sua morte e a dos seus três guarda-costas.

O carro armadilhado estava estacionado a menos de um quilómetro do hotel Monteverde, quartel-general da Comissão Internacional que está a investigar o assassínio do ex-primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri. Tueni, de 48 anos, acusou repetidamente a Síria de estar envolvida no atentado de Hariri apontando o dedo ao Presidente libanês pró-sirio, Emile Lahud, e aos colaboradores mais próximos.

Numa entrevista, dada no passado dia 21 de Outubro a um canal francês,Tueni defendia que os libaneses estão hoje mais satisfeitos por poderem dizer em voz alta aquilo que todos pensavam em voz baixa, sobretudo de poderem ouvir por parte da comunidade internacional aquilo que todos sabiam no Líbano”. Em Beirute centenas de manifestantes revoltados acudiram à sede do jornal An Nahar. A Síria tem negado sempre qualquer implicação neste tipo de atentados.

O ministro da Informação sírio acusa a “ingerência estrangeira” como responsável do actual caos” no Líbano e que o assassínio de Tueni foi cometido neste preciso momento para que a Síria seja acusada. “Os combatentes da unidade e da liberdade do Levante” um grupo até então desconhecido reivindicou o acto. Os membros do Conselho de Segurança da ONU ouvem, amanhã, o procurador alemão Detlev Mehlis sobre o dossiê Hariri.