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Beirute quer tribunal internacional para investigar assassínios políticos

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Beirute quer tribunal internacional para investigar assassínios políticos

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O governo libanês quer que a ONU investigue as circunstâncias dos atentados que desde há um ano visam personalidades anti-sírias no país.

A decisão foi tomada durante uma reunião extraordinária do executivo realizada ontem, horas depois da explosão de uma viatura armadilhada em Beirute silenciarmais uma voz crítica do regime de Damasco. Enquanto a Síria fala de uma conspiração para manchar o nome do país, na capital libanesa o ministro da informação, Ghazi Aridi, anunciou que vai pedir à ONU que crie um tribunal internacional para investigar a morte de Rafic Hariri assim como os outros assassínios de personalidades políticas. A proposta levou cinco ministros dos partidos pró-sírios Hezbollah e Amal a suspenderem a sua participação no governo, em protesto contra o que chamaram de ingerência internacional. O assassínio do jornalista e deputado Gibran Tueni, proprietário do jornal An-Nahar fez com que os slogans anti-sírios voltassem a descer às ruas de Beirute. Tueni era uma das testemunhas da investigação da ONU à morte de Rafic Hariri que apontava a implicação síria no atentado que vitimou o antigo primeiro-ministro. O atentado contra o jornalista condenado pela comunidade internacional faz aumentar a pressão internacional sobre Damasco. O Conselho de Segurança vai analisar as conclusões da investigação à morte de Hariri que voltam a colocar a Síria no papel de suspeito principal.