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Cimeira da OMC: protestos de activistas têm eco nas divisões entre políticos

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Cimeira da OMC: protestos de activistas têm eco nas divisões entre políticos

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As críticas contra a liberalização do comércio mundial precederam esta manhã em Hong Kong os discursos de abertura da cimeira da OMC.

Milhares de agricultores sul-coreanos protestaram contra a proposta de redução das subvenções governamentais ao sector agrícola. Um dos pontos discutido na cimeira e criticado pelos países em desenvolvimento que temem a concorrência directa com os seus congéneres dos países ricos. Para o irredutível agricultor gaulês e activista alterglobalização José Bové, presente nos protestos, a abertura dos mercados constitui um perigo para os agricultores do sul mas também do Norte. “Contestamos a Política Agrícola Comum Europeia assim como a dos Estados Unidos, cujos subsídios à produção terminam por ser verdadeiras ajudas à exportação”. A cimeira de Hong Kong deveria ser o último passo nas negociações do ciclo de Doha com vista a um acordo de comércio livre. Mas, à semelhança do último encontro, os protestos dos activistas têm cada vez mais eco a nível político. Medidas como a abolição de taxas alfandegárias e subsídios governamentais dividem países pobres e países ricos, lançando dúvidas sobre os custos e benefícios da globalização.