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Comissão Europeia aumenta pressão sobre Fazio

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Comissão Europeia aumenta pressão sobre Fazio

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O cerco está a apertar-se para o governador do Banco de Itália, Antonio Fazio.

A Comissão Europeia lançou oficialmente um procedimento legal contra Fazio, ao pedir explicações do governo italiano. Esta é a primeira fase de uma série de medidas que podem levar Fazio a depor perante o Tribunal Europeu de Justiça.

O homem-forte do Banco de Itália é acusado de favorecimento, no caso da OPA do banco holandês ABN Amro ao italiano Antonveneta.

O comissário europeu para o Mercado Interno, Charlie McCreevy, deu dois meses à Itália para remediar aquilo que chama uma “política que atenta contra a liberdade de circulação de capitais”.
Apesar de todas as pressões, Fazio tem sempre recusado demitir-se.

Quando o ABN Amro lançou a oferta para comprar o Antonveneta, um banco italiano sediado em Pádua, Fazio terá agido de forma a impedir que o negócio se concretizasse e terá mesmo dado apoio a uma contra-oferta feita por um banco italiano. A divulgação de escutas telefónicas confirmou a posição do governador, que foi obrigado a recuar, deixando a via livre para os holandeses.

No entanto, o mesmo não se passou com o espanhol BBVA, que acabou por retirar a oferta que tinha feito para a compra de outro banco italiano, o BNL.

Tradicionalmente, o Banco de Itália tem impedido todas as tentativas estrangeiras de comprar bancos no país.