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EUA: "Tookie" Williams executado apesar de protestos

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EUA: "Tookie" Williams executado apesar de protestos

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Stanley “Tookie” Williams foi executado por injecção letal. De nada valeu a manifestação dos cerca de 60 activistas contra a pena de morte em frente ao estabelecimento prisional de Saint Quentin, na Califórnia. Passavam pouco mais de 30 minutos da meia-noite quando o fundador de um dos mais temidos gangs californianos deu o último suspiro.

A justiça feita por homens determinou que Tookie Williams morresse aos 51 anos depois de cumprir 24 anos de prisão. Durante o tempo de reclusão Williams transmitiu a ideia de que se tinha arrependido, da vida que levou e dos erros que cometeu. Escreveu livros para crianças, a explicar os perigos dos gangs e foi mesmo 6 vezes nomeado para receber o Nobel da paz. Apesar de tudo nunca confessou os 4 assassínios de que foi considerado culpado. Sempre se declarou inocente. Arnold Shwarznerger poderia ter comutado a pena, mas o governador da Califórnia afirmou não ter tido clemência porque Williams nunca mostrou arrependimento. Williams preferiu reafirmar a inocência até ao fim. O reverendo Jesse Jackson esteve entre os manifestantes e referiu que a morte de “Tookie pode relançar o debate sobre a penas capital e perpétua sem liberdade condicional e outras formas de castigo.” A verdade é que a pena de morte divide opiniões. Neste caso a mãe de uma das vítimas de Williams considerou justa a sua execução.