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Milhares de manifestantes protestam no primeiro dia de cimeira da OMC

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Milhares de manifestantes protestam no primeiro dia de cimeira da OMC

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Todos as formas de protesto são válidas em Hong Kong, onde começou esta manhã a conferência ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC). Esta cimeira de seis dias deverá constituir o último passo nas negociações do ciclo de Doha com vista a um acordo de comércio livre. Mas, à semelhança do último encontro, os protestos dos activistas têm cada vez mais eco a nível político.

Certo é que em Hong Kong, durante esta semana, todas as vias de comunicação vão dar ao centro de congressos onde está a decorrer a reunião da OMC. Medidas como a abolição de taxas alfandegárias e subsídios governamentais dividem países pobres e países ricos, lançando dúvidas sobre os custos e benefícios da globalização. Após meses de fracassos negociais, chegar a acordo em seis dias parece missão impossível razão pela qual o director-geral Pascal Lamy afirmou no seu discurso de abertura da reunião recear que a varinha mágica que lhe emprestaram “não funcione muito bem. Pois trata-se de um tipo de magia que só funciona se todos acreditarem”. Enquanto, o antigo comissário europeu proferia o seu discurso, o centro de congressos foi invadido por um grupo de manifestantes, membros de várias organizações não governamentais europeias. No exterior, a marcha de perto de cinco mil pessoas decorreu de forma relativamente pacífica. Registo apenas para alguns empurrões entre polícia e um grupo de manifestantes que tentou quebrar o cordão policial que circunda o edifício onde está a decorrer a reunião da OMC. Milhares de agricultores sul-coreanos protestaram contra a proposta de redução das subvenções governamentais ao sector agrícola. Este é precisamente um dos pontos discutidos na cimeira e criticado pelos países em desenvolvimento que consideram que a União Europeia e os Estados Unidos praticam políticas extremamente proteccionistas no sector agrícola. A estas críticas dos países em vias de desenvolvimento junta-se a falta de acordo entre Bruxelas e Washington sobre as concessões a fazer precisamente neste mesmo sector.