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Após sete anos de cativeiro reféns das FARC podem finalmente ser libertados

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Após sete anos de cativeiro reféns das FARC podem finalmente ser libertados

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Alvaro Uribe, presidente colombiano, aceitou a proposta internacional de criar uma zona desmilitarizada para realizar uma troca humanitária com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

“O governo colombiano aceita a proposta”, referiu o chefe de Estado, para depois confessar que ela implica uma concessão por parte do governo a que preside. Uribe disse ainda que “aceita a modificação à postura tradicional do seu executivo porque confia na comunidade internacional.” A zona desmilitarizada compreende uma área de 180 quilómetros quadrados no vale do Cauca, no noroeste do país. A proposta foi apresentada pela França, Espanha e Suíça. As FARC (constituídas por cerca de 17 mil combatentes e cujo financiamento tem origem no cultivo e tráfico de droga e em resgates de reféns) pretendem a libertação de vários prisioneiros e o regresso ao país de dois dirigentes extraditados para os Estados Unidos. Por seu lado, o governo pretende a libertação de 59 personalidades, que em alguns casos encontram-se na mãos dos rebeldes há cerca de sete anos. Quanto à comunidade internacional, o principal interesse recai em dois norte-americanos e na franco-colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada quando era candidata presidencial em 2002.