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Proposta orçamental britânica continua a não convencer

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Proposta orçamental britânica continua a não convencer

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Novo orçamento, novas críticas. Na véspera da Cimeira Europeia, a presidência britânica apresentou a sua recente proposta de orçamento comunitário.

As mudanças em relação ao último orçamento apresentado não são notórias e o chefe da diplomacia de Londres não está lá muito optimista. Jack Straw admite que “negociar o orçamento nunca foi fácil. Há sete anos o conselho europeu também não chegou a acordo.” E embora afirme que o Reino Unido está a trabalhar duro, Straw diz que “é preferível não termos acordo nenhum a termos um mau acordo.”

Londres propõe um aumento de 2,5 mil milhões de euros no orçamento global, que se cifra assim nos 849,3 mil milhões de euros, mantendo-se, contudo, nos 1,03% do PIB comunitário.

Quanto ao cheque britânico, não há grandes novidades. Ele vai continuar a aumentar, para atingir um total, durante os sete anos, entre os 50 mil milhões e os 55 mil milhões de euros. O Reino Unido continua disposto a abrir mão de oito mil milhões de euros, mas, mesmo assim, o cheque passará dos actuais cinco mil milhões por ano para sete mil milhões em 2013.

Os novos Estados membros serão os mais prejudicados com este orçamento que, em relação à proposta luxemburguesa de Junho, vai cortar, sobretudo, nas ajudas regionais – apesar de elas aumentarem um pouco face à proposta britânica do início do mês. Mas a Polónia, por exemplo, já ameaçou vetar este orçamento se ele não for alterado.

Segundo esta proposta, Portugal consegue um pouco mais de verbas para o desenvolvimento rural e a Espanha continua a receber fundos de coesão até 2013. Mas a maioria dos Estados considera que, no geral, a proposta não é suficientemente ambiciosa.