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Iraque: Participação elevada para eleger governo independente

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Iraque: Participação elevada para eleger governo independente

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Entre 60 a 80 por cento dos eleitores iraquianos foram votar no Iraque. A comissão eleitoral alargou o horário de abertura dos locais de voto para dar resposta às longas filas que se formavam cedo pela manhã.

Estas eleições legislativas representam o regresso da soberania nacional à população, onde os sunitas esperam também aumentar a representação parlamentar e verdadeiramente eleger um governo “sem interferências” para os próximos quatro anos. Um residente em Najaf afirma que votou para desferir um golpe nos terroristas, “que tentam destruir o país e instalar de novo o regime do Partido Baas, para controlar a riqueza do Iraque. Por isso têm de ser derrotados”. O reforço da segurança em todo o país foi uma das palavras de ordem. Especialmente nas áreas onde os rebeldes têm os seus feudos ou actuam com mais frequência. É o exemplo de Tikrit, terra natal de Saddam Hussein, onde um residente afirmou que “espera ver todos os iraquianos nas filas para votar, porque esta eleição é uma voz da democracia. É tudo o que os habitantes de Tikrit pedem”. Em Kirkuk houve acusações e denúncias de irregularidade, houve quem acusasse a frente curda de tentar manipular o escrutínio a seu favor. Mas nada que alterasse o ambiente. Um habitante afirmou que foi a pé até ao centro de voto, longe da sua aldeia, para exercer o seu direito e está feliz pelo povo iraquiano, do norte, centro ou sul. Este escrutínio deverá aumentar a representação parlamentar dos sunitas, grupo étnico em minoria, mas que recebeu os favores do antigo regime de Saddam Hussein. Com uma maior participação dos sunitas no poder espera-se que a violência no país decresça. O parlamento que sair deste escrutínio ainda pode alterar a Constituição nacional, votada há dois meses.