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Iraquianos elegem novo parlamento

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Iraquianos elegem novo parlamento

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As portas para uma democracia de facto no Iraque abriram numa manhã eleitoral abalada por várias explosões e uma vítima mortal. O presidente iraquiano Jalal Talabani foi dos primeiros a dar o exemplo, tal como o primeiro-ministro Ibrahim Jaafari.

Mas as eleições legislativas estão a ser marcadas por vários incidentes que podem condicionar a taxa de participação. Em Bagdade, Ramadi, Tikrit e Mossul registaram-se explosões. Em Mossul, há a lamentar a morte de um guarda numa mesa de voto e o ferimento de dois polícias. Apesar da segurança reforçada, em Bagdade, uma granada de morteiro atingiu a periferia da zona verde, um perímetro ultra-seguro que abriga vários edifícios públicos e representações diplomáticas. No entanto, mesmo sob um clima de violência, espera-se que desde a costa do Golfo Pérsico às zonas montanhosas, que fazem fronteira com a Turquia e com o Irão, os cerca de 15 milhões de eleitores participem em número superior em relação aos anteriores escrutínios. Desta vez, os líderes sunitas não apelaram ao boicote e chegaram mesmo a existir palavras de incentivo. As eleições não possuem uma carga simbólica tão forte como as que ocorreram em Janeiro, as primeiras após décadas de ditadura de Saddam Hussein, mas tem uma maior importância, já que deste escrutínio sairá um parlamento para durar quatro anos.