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Líderes europeus deitam contas à União em clima de discórdia

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Líderes europeus deitam contas à União em clima de discórdia

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A segunda cimeira europeia dedicada ao orçamento dos próximos sete anos começa esta quinta-feira, em Bruxelas. Discórdia continua a ser a palavra de ordem entre os Vinte Cinco.

O governo britânico, que termina no fim do mês a sua presidência da União,apresentou esta quarta-feira novas propostas que a maioria classificou no mínimo de “insuficientes”. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, justificou assim a comparticipação de Londres neste orçamento:“Estamos dispostos a propor agora uma contribuição total líquida de 58 mil milhões de euros, um aumento de 8 mil milhões face aos iniciais 50 mil milhões. Pensamos que se trata de uma contribuição justa. Se não fizéssemos uma proposta desta magnitude o nosso contributo não seria o justo reflexo da nossa posição entre as nações mais prósperas da União”. Quanto à proposta orçamental, para Straw é preferível um não acordo do que um mau acordo. Já Durão Barroso pensa que, apesar de tudo, o melhor é o acordo. O presidente da Comissão perguntou ao ministro britânico dos Assuntos Europeus, no parlamento em Estrasburgo: “Não importa à presidência britânica que a grande maioria desta casa e os mais importantes grupos políticos rejeitem unanimemente a vossa proposta?”. Mas Londres defende acerrimamente o orçamento assim como mantém a intransigência quanto ao cheque britânico… Uma posição que do chefe da diplomacia francesa recebeu a seguinte resposta: “Se não houver alteraçãos da parte de Londres, não há que esperar mudança de posição da parte da França”. É o braço-de-ferro entre o benefeciário do cheque e o principal beneficiário da PAC. Tony Blair e Chirac deverão discutir a questão à margem da cimeira. Blair joga nesta cimeira o balanço da presidência britânica. Dela depende a herança que Londres deixará a Viena. Já que, se não houver acordo, caberá à Áustria o milagre da distribuição dos euros.