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Proposta britânica de orçamento

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Proposta britânica de orçamento

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O novo orçamento comunitário para 2007-2013, ontem proposto pela presidência britânica, é o principal tema na agenda desta Cimeira Europeia. Os principais contribuintes querem pagar menos, os países mais pobres querem rececer mais e Tony Blair tenta um compromisso que todos sabem difícil de alcançar.

No total, Londres propõe um orçamento global de 849,3 mil milhões de euros, mais 2,5 mil milhões do que na última proposta, mas mantendo-se, contudo, nos 1,03% do PIB. Deste orçamento, 152 mil milhões de euros irão para as ajudas regionais dos Dez novos Estados membros, ou seja, mais dois mil milhões do que na proposta anterior, mas menos 12 mil milhões do que no compromisso apresentado em Junho pela presidência luxemburguesa. Quanto ao cheque britânico, Londres continua a mantê-lo, mas aceita abrir de oito mil milhões de euros. Mesmo assim, este reembolso aumentará dos actuais cinco mil milhões de euros por ano para sete mil milhões em 2013. Os outros Estados membros consideram este sistema injusto. A França exige que o Reino Unido renuncie a, pelo menos, 15 mil milhões de euros, para contribuir de forma equitativa para os custos do alargamento. Londres recusa, argumentando que, apesar do reembolso, é o quarto contribuinte líquido da União. Sem ele, seria o segundo. Actualmente, o primeiro é a Holanda, seguida da Alemanha e da Suécia. Estes são alguns dos países que exigem pagar menos. Blair tenta satisfazê-los e propõe uma redução nas suas contribuições. O orçamento preparado pela presidência britânica prevê ainda uma revisão, em 2008, da estrutura de despesas e receitas comunitárias, incluindo a PAC e o cheque britânico.