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Acordo de última hora permite ultrapassar crise orçamental

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Acordo de última hora permite ultrapassar crise orçamental

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Foi com satisfação que os líderes dos 25 regressaram a casa após se ter chegado a um acordo sobre o orçamento comunitário para 2007-2013 na sequência de mais de 30 horas de árduas negociações.

O consenso chegou já de madrugada, mas permitiu evitar uma nova perturbação num ano em que a UE foi prolífica em crises institucionais. Segundo o acordo, baseado numa proposta de Angela Merkel, o orçamento para o período em questão ascende a um total de mais de 862 mil milhões de euros, o que corresponde a 1,045% do PIB comunitário. Além disso, Tony Blair cedeu e permitiu reduzir o cheque britânico em 10,5 mil milhões de euros, um corte de um quinto no valor total da devolução. Satisfeito com este resultado ficou seguramente Jacques Chirac, que viu permanecer intocada a PAC. Aliás, uma eventual revisão da Política Agrícola Comum só terá efeitos a partir de 2014. Com o acordo ontem obtido os grandes vencedores foram os novos Estados-membros, com a Polónia à cabeça, que viram garantido o reforço dos fundos de coesão. No orçamento, Varsóvia conseguiu mesmo mais 4 mil milhões de euros em ajudas regionais do que tinha sido proposto por Tony Blair no início do mês. Para o primeiro-ministro britânico, “este acordo permite à Europa avançar edemonstrar a solidariedade necessária com os novos Estados-membros e, para aqueles que apoiaram o alargamento, este é um ponto importante.” Apesar deste convicto europeísmo, as concessões de Blair ao orçamento comunitário suscitaram fortes críticas internas.