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UE ameaça palestinianos face a eventual vitória do Hamas nas legislativas

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UE ameaça palestinianos face a eventual vitória do Hamas nas legislativas

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A União Europeia (UE) junta-se aos Estados Unidos ameaçando cortar as ajudas atribuídas à Autoridade Palestiniana se o Hamas vencer as eleições legislativas de 25 de Janeiro. O grupo radical está decidido a participar depois da vitória nas autárquicas, criando a inquietação internacional.

Os Estados Unidos pedem, explicitamente, o afastamento do Hamas do escrutínio. A União Europeia está face a um dilema: promover eleições democráticas ou impedir uma eventual vitória do Hamas com graves consequências para o processo de paz. O chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, de visita ao Médio Oriente, avisou que “a União Europeia é um importante doador da Autoridade Palestiniana” e “será difícil trabalhar no futuro em parceria com movimentos que continuem a não condenar a violência e a defender o fim do Estado de Israel”. A ajuda europeia, que em 2005 rondou os 300 milhões de euros, é essencial para os palestinianos. O presidente Mahmmud Abbas está entre as espada e a parede. Abbas espera que a participação política do Hamas facilite o seu desarmamento, mesmo se tudo aponta em sentido contrário. Corre também o risco de perder as eleições e assim a ajuda internacional, mas sabe que proibir a participação do Hamas ou ordenar o desarmamento dos radicais significa iniciar uma guerra civil.