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Banco de Itália espera novo governador que credibilize a instituição

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Banco de Itália espera novo governador que credibilize a instituição

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A demissão do governador do Banco de Itália, suscitou um sentimento de alívio entre a classe política e o sector das finanças. Várias foram as vozes que nos últimos meses se levantaram para exigir a demissão de Antonio Fazio, suspeito de envolvimento numa operação para impedir a compra de bancos italianos por estrangeiros.

O próprio governo italiano preparava-se para aprovar um lei que reduzia os poderes deste cargo quando Fazzio anunciou a demissão do posto que ocupava há doze anos, já que este lugar em Itália é vitalício. “Esperava esta decisão porque aguardava da parte do doutor Fazzio um gesto de grande seriedade e responsabilidade. Ele sentiu que neste momento era o gesto adequado para devolver a serenidade a uma gloriosa instituição como é o Banco de Itália. Assim evitaram-se complicações e uma tempestade mediática”, disse Silvio Berlusconi à televisão estatal do país. No comunicado emitido para anunciar a demissão, Fazzio sublinhou que a decisão foi tomada em “total consciência”, para “restaurar a calma” e no “interesse do país e do Banco de Itália”. Com a saída de Fazio, os italianos esperam recuperar a credibilidade internacional da instituição monetária, mas para isso é preciso encontrar um sucessor. Para Romano Prodi, líder da oposição, o cargo deve ser assumido por uma pessoa com uma alta imagem internacional, capaz de lidar com o difícil mundo da banca italiana e o das finanças mundiais. Entre os possíveis candidatos à sucessão, fala-se do ex-comissário europeu Mario Monti, do ex-director geral das finanças Mario Draghi ou ainda de Tommaso Padoa-Schioppa, ex-membro do conselho do Banco Central Europeu.