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Greve obriga nova-iorquinos a irem a pé para o trabalho

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Greve obriga nova-iorquinos a irem a pé para o trabalho

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Há 25 anos que os nova-iorquinos não eram obrigados a ir a pé para o trabalho. Hoje, a “Big Apple” mergulhou no caos por causa da greve dos trabalhadores dos transportes públicos, que paralisou completamente o metro e os autocarros.

Foi activado um plano de emergência que impõe restrições à circulação de veículos automóveis particulares, nomeadamente ao número de passageiros. Mas nada demove o Sindicato das suas exigências: “Nova-iorquinos: esta luta visa a recompensa do trabalho duro com uma reforma decente. É a luta contra o desaparecimento dos benefícios dos seguros para a saúde da classe trabalhadora”, defende Roger Toussaint. . A autoridade reguladora visa aumentar a idade da reforma dos 55 para os 62 anos. O sistema de transportes públicos de Nova Iorque é o maior do país, usado diariamente por mais de sete milhões de pessoas. Se por um lado, 85% dos americanos vão de carro para o trabalho, quatro em cada cinco empregados nos bairros financeiros de Manhattan utilizam os transportes públicos. Por isso a greve afecta todos, mesmo que compreendam as reivindicações, como diz uma utente: “É frustrante por causa do trajecto para o trabalho, o meu e o dos outros. Mas é verdade que os trabalhadores têm de defender os seus direitos”. Esta greve pode causar a Manhattan um prejuízo de mais de 400 milhões de dólares por dia, afectando não só o dia-a-dia da cidade, mas também as compras de Natal e o turismo que, nesta altura do ano, atinge o seu pico. O presidente da Câmara, Michael Bloomberg, acha que esta greve é “ilegal e irresponsável” porque “a lei do Estado de Nova Iorque proíbe os trabalhadores dos transportes públicos de fazerem greve em Manhattan, sujeitando-os a elevadas multas, nomeadamente a dois dias de corte nos salários por cada dia de greve. “Tentaremos provar em tribunal que o sindicato não respeitou a jurisprudência e devem-lhe ser aplicadas as sanções correspondentes, a ele e aos seus membros”, diz Bloomberg. O sindicato que convocou a greve arrisca-se a pagar uma multa de um milhão de dólares e a responder em tribunal por danos causados à cidade. A última greve dos transportes públicos em Nova Iorque ocorreu em 1980 e paralisou a cidade durante 11 dias.